terça-feira, 31 de março de 2009

Libraire

Hoje achei uma livraria que é muito fofa perto aqui da minha casinha atual (mas sou suspeita pra falar, tenho achado tudo fofo), que se chama "Le Comptoir des Mots" (numa tradução ao pé da letra: O balcão das palavras).
Os livros que ela vende são como os de qualquer livraria (não são raros, usados, nem nada...), mas o que eu achei super legal é que qualquer pessoa pode deixar um pequeno bilhete com um comentário sobre um determinado livro (sobre o que ele fala e porque tal pessoa gostou), e o bilhete fica preso em cima do livro exposto. Uma maneira curiosa de compartilhar opiniões!
Além disso, tem um sofá pra você ler, e logo ao lado, uma geladeira antiga aberta, com os livros "indicação de leitura" do dia. Achei muito criativo!
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Bjos, Ju!
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Mais observações - o retorno

- Na maioria das ruas em que eu andei, sinal verde era só pra pedestre. Para carros, o "sinal verde" era amarelo piscante.
- Poucos comércios vendem de tudo um pouco (supermercados, as lojinhas dos árabes que ficam abertas até altas horas...), a maioria dos lugares são bem específicos. Na padaria, por exemplo, é só pão. Nada de chocolate, bala, recarga de celular, cem gramas de presuntos e duzentos de queijo prato, café e cerveja, tudo no mesmo lugar (adorava essa praticidade).
- Eles levam o troco super a sério. Se a conta dá $5,17 e você paga $5,20, o caixa vai te devolver exatamente 3 centavos. Nunca 5 centavos ou deixar por isso mesmo. Se algum comerciante aqui perguntasse se o troco podia ser em bala, estaria pedindo pra levar um tiro de 12 na cara. Já o cliente que recusa os 3 centavos de troco, tipo "ah, não precisa", é olhado como se ele fosse um alien.
- A idéia das sacolas de pano pra fazer compras ainda não é dominante, mas é bem mais disseminada aqui. Existem supermercados, como o Ed, que inclusive cobram as sacolinhas plásticas.
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Mais observações, logo mais.
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Ju!
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domingo, 29 de março de 2009

Passeio de socialite

Com um sábado chuvoso, nada melhor que um programa indoor.
Eu já tinha visitado uma das Galeries Lafayette, a de Montparnasse, e tinha gostado de umas coisas que estavam com preços até que acessíveis. Então, nesse sábado, decidi ir lá comprar um chapeuzinho que eu tinha gostado, mas resolvi ir em outra Galeries, para conhecer, e fui na de Havre Caumartin.


Desconfio seriamente que a Galeries que eu tinha ido antes era a "popular" da rede. Porque essa de Havre Caumartin não tinha absolutamente NADA pro meu bico hahahahaha Só marcas caríssimas, e a única coisa que você encontrava de menos de 30 euros lá eram meias. hahahaha
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Então, se você é uma endinheirada shopaholic, está em Paris e já gastou alguns milhares de euros na Champs Elysées e quer ir em outro lugar, anote esse endereço: Boulevard Haussmann. É onde fica essas Galeries, e outras lojinhas interessantes.


Deixe seu cartão de crédito em casa

Além das fotos, a visita também serviu pra fazer comentários pessoais bestinhas estilo crítico-fashion: para bolsas, não gostei muito da coleção atual da Prada, mas a da Balenciaga e D&G estavam lindas. Para roupas, o que eu mais gostei foram as do Marc Jacobs e Versace. Não sabia que a Louis Vuitton fazia roupas também, mas não gostei dos modelos. E tinha uma marca que eu nunca tinha visto, Cop.Copine, que tinha umas roupas bem legais. Estilo moderninho-elegante-romântico, adorei.
hahahaha
(é sério, eu pensei isso mesmo)
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Bom, agora eu vou parar de falar senão o Davi reclama que meus posts tão mto grandes e ninguém mais vai ler, rs.
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Bjos!
Ju
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quinta-feira, 26 de março de 2009

Aprendizes de Chuck Norris na França

Sangue no zóio o menininho da rasteira... Vou colocar as duas versões da matéria (lembrando que a tradução é bem meia-boca, ao pé da letra e passível a erros, hahaha mas dá pra entender o contexto):
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"Il était 11h 15, vendredi, quand un homme a pénétré dans la cour de l’école primaire Albert-Camus à Plaisir, dans les Yvelines.
Les élèves participent à une course d’orientation et jouent par deux pour aller chercher les balises.
C’est au moment où cette fillette de 7 ans se trouve dans la cour qui donne sur une rue que l’individu s’approche d’elle et lui dit : « Viens, j’ai des bonbons. »
Comme la fillette refuse, l’homme l’attrape par le bras et tente de l’entraîner à l’extérieur de l’enceinte de l’école, vers son véhicule.
La jeune élève bloque le portail de l’école avec son pied et se met à crier.
C’est alors que son copain de classe se précipite sur l’inconnu et lui fait un croche-pied, selon Le Parisien.
L’homme abandonne la fillette et s’en prend alors à son copain.
Les deux enfants crient de plus fort et alertent toute la classe.
Plusieurs élèves viennent se précipitent vers eux et mettent en fuite le kidnappeur."

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"Eram 11h15, sexta-feira, quando um homem entrou no pátio da escola primária Albert-Camus em Plaisir, no departamento de Yvelines.Os alunos participavam de uma corrida de orientação e brincavam em duplas para procurar as sinalizações. No momento que uma menina de 7 anos se achava em um pátio que dava pra rua, um indíviduo se aproxima dela e diz: "Venha, eu tenho balas". Como a menina se recusou a ir, o homem a pegou pelo braço e tentou levá-la para fora da escola, até o seu veículo. A jovem aluna bloqueou a porta da escola com o pé e começou a gritar. Foi quando seu coleguinha de classe se precipitou sobre o desconhecido e lhe deu uma rasteira. O homem largou a menina e pegou então o menino. Os dois começaram a gritar desesperadamente e alertaram toda a classe. Vários alunos correram até eles, e botaram o sequestrador pra fugir."
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Bom trabalho, crianças!
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Matéria completa aqui.
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quarta-feira, 25 de março de 2009

Algumas observações

Nesses quase 10 dias de Paris, tenho observado algumas coisas (e anotado na minha intrépida agendinha amarela), algumas delas são:
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- Os motoristas acham que os carros deles cabem em qualquer vaga. Tirando os Smarts, que realmente cabem em qualquer lugar e que eu amoooo, de resto é engraçado ver aqueles carros maiores tentando entrar numa vaga de 3 metros.
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- Já tinham me dito que nas padarias daqui, os vendedores costumavam pegar o pão com a mão mesmo, em vez de com um pegador. Mesmo assim, fiquei espantada quando pedi um croissant e a tiazinha pegou com a mãozona mesmo e enrolou no papel. Mas acho que uma hora eu não vou mais ligar... O que não mata, engorda.
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- As farmácias aqui não tem nome, tipo DrogaRaia, Ultrafarma, etc... Todas tem somente um "Pharmacie" e uma cruzinha na fachada, em neon verde e azul.
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- Praticamente todo bar vende caipirinha. Só fui em dois, mas mesmo andando na rua, vejo uns bares com as lousinhas na calçada, e todas tem "Caipirinha". Tenho curiosidade pra saber se é bem feita ou não, mas eu tenho outras coisas mais o que experimentar com 8 euros...
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- De fato existem as inspeções nos corredores do metrô. Como aqui é super comum o pessoal pular catraca (já vi umas 5 vezes isso) ou estar além da área que o passe dele permite (aqui você paga por área em que anda. Se você mora mais longe, precisa pagar da região 1 central até a região que você mora, e etc. Esse mapa dá uma idéia melhor dessas regiões), existem inspeções no lugares mais inesperados. Se o bilhete não está validado, é multa na hora (e você tem que pagar na hora mesmo, ou vai preso).
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Mais observações, a qualquer momento!
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Bjos!
Ju
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domingo, 22 de março de 2009

Dos jardins à noitada!

Aproveitando um domingo nublado e os pezinhos cansados, vamos atualizar os últimos dias...
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Na quinta, eu me limitei a passear pelo bairro. Já haviam me avisado que haveria uma greve, e por mais que a manifestação fosse limitada a uma região, resolvi não arriscar de ir parar no meio do teretetê sem querer, e fiquei pelos arredores só, rs.
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Na sexta, dei uma chegada no Jardim de Luxemburgo. O palácio em si é bonito, e os jardins mais ainda. Definitivamente preciso voltar lá no final da primavera. As árvores estavam secas, mas com o tanto de árvore que tem lá, deve ficar mais lindo ainda quando floridas. Dos parques que eu fui, esse era o mais cheio de gente "lagartixando". Como os dias de sol aqui são poucos, é só abrir o tempo que o pessoal já corre pros parques, pra ficar no sol, conversando, se divertindo.


Olha a cabeção no meio do jardim:



Olhando no mapa, vi que a Sorbonne era ali perto e decidi dar uma chegada pra ver como era a minha "universidade dos sonhos", rs. Como sempre se pode entrar tranquilamente na USP, por ser faculdade pública, imaginei que aqui seria a mesma coisa, mas aqui você não pode ir entrando, mesmo sendo pública. Já vi os esquemas de visitação, conhecer bem, tudo pra aumentar as chances de entrar ano que vem, rs:


Logo ali na frente, vi uma construção que lembrava um castelo e descobri que era um Museu da Idade Média. Não cheguei a entrar no museu, mas tinha uma livraria bem interessante, só de publicações da Idade Média (interessante pro povo que joga rpg, que eu digo, pq pra mim outras coisas interessariam mais, rs). E voltando pro metrô, dei de cara com uma daquelas coisas que acho que só Paris tem: uma loja de só de guarda-chuva!! A loja era um charme, e tinha vários modelos, desde aqueles de antigamente com rendinha, etc, até uns modelos meio loucos.
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O sábado já tinha programa certo: bancar a patricinha na Champs Elysées!
Coloquei meu outfit socialite e fui.
Todo lugar que tenho visitado, tem dado aquele surto "ah, eu quero ver isso, ah, eu quero visitar aquele lugar", mas dessa vez eu fiquei quase doida. Parques, museus, praças, tudo pertinho um do outro, queria ver tudo de uma vez só! hahahaha
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Mantendo o foco, saí da Place de la Concorde margeando o Sena em direção a Champs Elysées. Lógico que não podiam faltar mais trocentas fotos da Torre Eiffel, dessa vez em composição com o Sena, com as pontes, etc etc...

E em composição com a Juju também, tcharaaaaaaaaaaaam:


Passei pelo Grand Palais e Petit Palais, lugares que tem exposições de arte, e fiquei tentada a entrar na exposição do Andy Warhol. Mas tanto o preço quanto a fila me desanimaram, e eu voltei a ter foco, haha.
Mais alguns passos e... Voilá, Champs Elysées!



Não sei se ela é sempre cheia, mas achei uma idéia infeliz ter ido sábado à tarde no final das contas, porque tava super cheio. Tudo bem, oportunidades pra voltar lá não faltarão, rs.
Entrei em poucas lojas, tipo nas de carro pra fazer aquela coisa de pobre de tirar foto dos carros cabulosos, e entrei também na Sephora, loja de perfumes, maquiagem, etc, que deixa qualquer um doido, rs. Me falaram mesmo que agora não é uma boa hora pra comprar lá, porque tá tudo caro, e realmente tava, haha. De qualquer forma, só comprei um esmaltinho, porque não trouxe os meus do Brasil, e minhas unhas já tão pedindo pinico.
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No final da avenida, fica o Arco do Triunfo. Uma construção muito bonita, e é maior do que eu imaginava.
Você tem a opção de visitar o interior dela, pagando ingresso, mas por enquanto eu só to fazendo as visitações gratuitas, ainda mais depois de ter pagado 4 euros num esmalte, hehe.
Ali embaixo, fica o túmulo do soldado desconhecido, que tem um sentido de ser interessante.
Juju no Arco do Triunfo:

Cheguei em casa acabada, mas era sábado à noite e eu me recusava a passar meu primeiro sábado à noite em paris em casa. Uma mulher que eu conheci no orkut me chamou pra sair pelo aniversário de uma amiga dela e lá fui eu. Meu orçamento definitivamente não permite baladas, mas quis sair essa vez só pra conhecer, ver qual é a da noitada parisiense.
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Conheci alguns amigos dela, todos super gente boa, e fomos em um lugar chamado Red Light, mas não sei se demos azar nesse dia, mas só tinha "pivetada". E o segurança ainda quis obrigar a minha amiga a deixar a bolsa dela no guarda-volumes (6 euros!!) dizendo que a bolsa era muito grande (o que não era), então pedimos o dinheiro da entrada de volta e saímos de lá.
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Pelo o que eu vi, aqui tem dois esquemas de baladas: pagar entrada com direito a uma quantidade X de drinks, ou não pagar nada sem direito a nada (mas me corrijam se eu estiver errada, rs).
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Como o metrô no sábado fica aberto até mais tarde e dava tempo de ir pra outro lugar, ficamos zanzando pelo 6ème, até achar um lugar simpático, com um segurança simpático (ao contrário do RedLight), e o melhor: não precisava pagar pra entrar. O lugar chama Next One, fica num subsolo e o pessoal era visivelmente da nossa média de idade. De fato, a entrada gratuita era compensada pelo preço absurdooo das bebidas, então me limitei a um Mojito.
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Coisas negativas do lugar: era super apertado; os bêbados são mais sem noção no sentido de ficar pulando e esbarrando nas pessoas em volta (pior que os efeitos do Flavinho ouvindo Limp Bizkit, haha); e bebidas supeeeer caras.
Coisas positivas: o DJ era bom (tocava de tudo, desde música irlandesa até fergie, mas num line up legal, que empolgava); o pessoal é mais despreocupado em dançar de um jeito ridículo, ficando mais espontâneo e divertido, do que o jeito certinho, ensaiadinho que a gente costuma dançar no Br; os homens são bem na deles, não ficam puxando o braço, puxando papinho, enchendo o saco; tudo o que você consome (no meu caso, um drink ahah) você paga na hora no balcão, evitando as filas pra pagar quando você já tá cansado querendo ir embora, e evitando o perigo da conta ficar maior do que você esperava; e como a lei proíbe fumar em ambientes públicos fechados, você volta pra casa sem se sentir um cigarro ambulante.
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A noite foi divertida, mas lá pelas 4 da manhã, quando você não tá aguentando mais, você precisa puxar energia do fundo do seu ser pra ficar até às 5 e meia, quando o metrô abre e você consegue ir embora.
Cheguei em casa amanhecendo, com a sensação de dever cumprido de me jogar pelo menos uma vez na noitada de Paris, rs.
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Hoje amanheceu (em termos porque eu acordei meio-dia) com o céu nublado, depois de uma semana de sol. Amanhã começam minhas aulas de francês. Sinal de que os dias de turista acabaram, rss.

Soool, cadê vocêe?
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Até a próxima!
Ju
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p.s.= todas as fotos das andanças eu tô colocando nor orkut!
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quarta-feira, 18 de março de 2009

Uma barraqueira brasileira em Paris

O meu dia hoje começou bem.
Fui na escola de francês levar os documentos que faltavam, e como eu estava de tênis e na fissura de andar, olhei no mapa e pensei "Nossa, o Sacre Coeur é 'apenas' umas 14 quadras daqui!!".

E lá fui eu.

Novamente com a minha cara de francesa que sabe de tudo e não tá perdida, pq pediram informação novamente. "Pardon, je ne sais pas, je ne suis pas française".

Depois de andar pra caramba, avistei o Sacre Coeur com alegria. Mas passou a hora que eu vi a escadaria que eu devia subir...


Mas valeu a pena, a basílica é mto loca:

Até dei um zoom no cavaleiro, especialmente pro Davi, ehehehehe:

Niiiiii!!
A vista lá de cima também é linda. A foto faz perder mto do q é a vista, mas dá pra ter uma idéia:



E lá que eu protagonizei meu primeiro barraco!!
É que os vendedores aqui, quando vêem que você não domina o francês, já falam em inglês pra facilitar. Mas depois reclamam de quem chega falando inglês aqui!
Mas enfim... Pedi uma garrafa de água, perguntei qto era, tudo em francês. A moça disse, eu não entendi e pedi pra repetir... Aí ela "It's two euros". Fiquei putaaaaaaaaaaaa!! Ela tava se desfazendo do meu francesinho!!! Aí falei com o meu francês tupiniquim: "não preciso que você fale em inglês, só preciso que fale mais devagar". E fui embora com a minha garrafinha... Vê se pode...
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E como maratona pouca é bobagem, olhei no mapa e vi que o Moulin Rouge ficava a apenas 6 quadras dali!
Como fã inveterada do filme, precisavaaaaaaaa tirar uma foto do pico.
Se você é um tarado e vier à Paris, anote esse endereço: Boulevard de Clichy.
Augusta fica pequena perto dessa avenida. Casas e casas de show desde strip-tease a 4 euros até show de orgia ao vivo.

Anyway... Cheguei até o Moulin Rouge, e como era de dia, achei sem graça. Acho que o barato é ir à noite, com as luzes mesmo... Mas tô de boa de voltar nessa região de noite hahahaha Mesmo assim, valeu a pena pra dizer que eu vi o Moulin Rouge! hehehe:


Giuchie, Giuchie, ya ya dada...

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Agora a surpresa do dia!!
Passei no supermercado e dessa vez fiquei de olho no preço da Ypióca, e...
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Acreditem ou não, a Ypióca aqui é QUINZE EUROS.
Eu disse: QUINZE EUROS!!
Isso mesmo: 15 euros!!!
Pra vc ter idéia do drama, a Absolut é 16 euros. Entendeu a comparação?
Quem vier me visitar, favor trazer o máximo de garrafas de Ypióca possível, pra eu ficar rica.
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Bjos!
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terça-feira, 17 de março de 2009

Voilá!


Vamos lá...
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Tudo começou quando o avião decolou. Desde esse momento, eu já perdi a conta de quantas vezes eu pensei "meu deus, eu devo ser muito pirada mesmo...".

Mas enfim...

No avião, quase não dormi. Misturava momentos de choradeira (desculpa aí, tiozinho que tava sentado do meu lado), e de ansiedade.

Uma foto que eu tirei no meio da madrugada, e no meio do nada no mar. Achei lindo o céu:




E deixem eu curtir o céu em paz, rs. Quando eu morava em sp, olhava pra cima e o céu era bizarro.
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Bom, chegando na cidade-luz, eu olhava pela janelinha, e continuava com o pensamento de eu-sou-mto-doida-mesmo...
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A chegada foi tranquila, sem problemas no aeroporto, e um casal super gente boa tem me ajudado com tudo, com certeza eu estaria muito mais perdida sem eles. Inclusive o apartamento onde eu to ficando, é de uma conhecida deles, que tá viajando e alugou pra mim. Olha a vista da sacadinha, que charme:




Como recém-chegada, eu tô naquela fase de achar todos os prédios lindos (a Izabel disse que uma hora eu vou começar a achar todos iguais, rs) e todas as plantas lindas. Essa é do prédio do lado, as flores estão começando a nascer aqui:



Uma coisa que foi impossível não notar e achar bem diferente foi o banheiro. Aqui, não sei porque, a privada fica separada do "resto do banheiro", num outro cubículo... Toda hora que eu faço xixi (e quem me conhece, sabe que eu vou mais no banheiro do que grávida), eu tenho que cruzar o apartamento, e lavar a mão no outro banheiro. Pra comprovar: esse é o banheiro onde fica a banheira (aqui TODO banheiro tem banheira), a pia, etc...:




E esse é o cubículo da privada:



Viram?!?!

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Mas voltando ao que interessa... Ontem já tomei um vinho francês com esse casal que tem me ajudado (e fizeram uma janta ótima!), e achei bom. Eu ainda não entendo de vinho, só separo entre vinho bom e vinho ruim, rs... Uma hora eu chego lá.
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Hoje, já mais recuperada, meu programa não podia ser outro.
Desde que comecei a planejar essa viagem, faz uns seis, sete meses, uma coisa não saía da minha cabeça.

Então hoje acordei, e fui pro metrô.
(calma, o programa dos sonhos não é esse)
Do jeito que eu conhecia o metrô de SP, me senti uma loser perdida no metrô daqui, que é bem maior, logo mais complicado. Várias linhas, várias direções...

Mas eu devo ter cara de francesa, porque umas quatro pessoas me pediram informações. Eu só falava que eu não sabia, que eu não era daqui. Mas fiquei feliz, eu devia tar disfarçando bem a minha cara de mega perdida tipo "cadê a minha mãaae?". Cheguei até a ajudar uma senhora logo no meu primeiro dia de metrô! (ela só queria ajuda pra ler na placa se o trem passava por uma determinada estação, mas isso não vem ao caso).
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Chegando ao meu destino, eu saí do metrô e dei de cara com ela!

É engraçado, porque até então, eu tava com aquela sensação de que isso não tava acontecendo de verdade. Mas a hora eu vi a torre eiffel ali, foi "meu deus, eu tô mesmo em paris".
E tô mesmo! Filma nóis, galvão! Olha eu!

E eu que tava toda treinando "você pode tirar uma foto minha?" em francês, não consegui usar com ninguém. Era só inglês, ou como no caso da foto acima, que eu consegui com um "puede sacar una foto para mí, por favor?"
ÊêêêêêÊ!!!
Eu fiquei com essa idéia fixa de ver a torre eiffel há tanto tempo, e eu não sei descrever a sensação de quando você consegue realizar uma coisa dessas. Fique umas duas horas só ali em volta, meio embasbacada.
As 236 fotos que eu tirei da torre eiffel vocês podem ver no orkut, rs.
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Como eu não tinha comido nada ainda (vou demorar pra me acostumar com a comida daqui), decidi arriscar um gaufre nature a três euros.
Pra quem pensou "um gaufre o que?", explico: nada mais é que um waffle, e não é ruim não.
Olha eu comendo waffle debaixo da torre, toda fazendo pose:


As barraquinhas em volta me deixaram louca, e eu queria comprar todas as bolsas, camisetas, lenços de "I coraçãozinho Paris" e chaveiros da torre eiffel que eu via, mas logo eu me toquei "meu bem, você não é turista aqui, se liga!", mas me dei o direito de gastar 5 euros numa boina super française.



Gostaram??? rss
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Agora mais uma surpresa!
Voltando da torre, passei no supermarché aqui perto (supermercado fica tão chique quando a gente fala supermarché, né não?), e quando tava passando no caixa, fitei o armarinho de vidro com as bebidas. Fiquei curiosando, pra ver se tinha bacardi pros meus mojitos, e qual não é a minha surpresa quando eu encontro...
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YPIÓCA!!!
hahahahahhahahahhahahaha
Esse demônio tem até aqui na França!! hahahahahhaha
Não me dei ao trabalho de ver quanto era, mas depois fiquei curiosa, e na próxima vez que eu for, vou olhar e compartilho com vocês.
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Amanhã tenho um jantar na casa de uma amiga do meu primo. Tá na hora de fazer contatos pra não me sentir sozinha.
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E por falar em amigos, queria agradecer de coração todo mundo que foi nas despedidas e que foi me dizer tchau lá em casa domingo, e principalmente agradecer o álbum que vocês fizeram. Eu não falei direito no domingo, porque tava impossível de falar e não cair no choro (e deus sabe o quanto eu chorei esse dia) então preferi só abraçar todo mundo em silêncio, mas eu fiquei super feliz, amo vocês, e vocês vão fazer muita falta. Obrigada, de verdade.
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E pros que tiveram paciência de ler tudo até aqui, um beijo e até o próximo post! :)
Qual será minha próxima aventura?
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Arrivée!

Cheguei!
Tô bem!
Maior frio!
Ainda tô triste com as despedidas, mas tô super animada com a empreitada também.

Depois eu conto tudo pq é uma da manhã aqui, e eu to morrendo de sono...

Beijos!

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domingo, 15 de março de 2009

fui!

Seja o que Deus quiser.

E para os que ficam:



We'll always have Paris.


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terça-feira, 10 de março de 2009

Medalha de bronze!

Eu podia ter escolhido me mudar pra Buenos Aires, Ciudad del Este, Las Vegas, Santiago, Acre... Mas não...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Mas é uma mala mesmo...

Como se eu já não tivesse preocupação o suficiente com essa viagem, as minhas roupas simplesmente NÃO querem caber todas na minha mala. Isso que eu selecionei as básicas.

Eis como a mala já está:


E voilá as roupas que ainda PRECISAM entrar nela:



Ou um milagre acontece ou eu precisarei ir parecendo uma almondêga.
Aceito sugestões.
Sendo que levar menos roupa está fora de cogitação.
p.s.= a boa notícia pra mim é que nesse primeiro mês eu vou morar pertinho da praça Edith Piaf, minha ídola-mor da música francesa. Quem quiser checar a região, é só jogar "place edith piaf, paris, france" no Google Maps.