Porque em algum dia da minha vida, eu ja usei:
- Calça fusô
- Camiseta do Hanson
- Blusa de lurex na balada
- Salto de acrilico
- Alça de silicone no sutiã
- Keds com band-aid
E isso so to falando da minha adolescência. Pq minha infância foi nos anos 80, entao a lista seria interminavel.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
A perspectiva do problema
Em um dos episodios de Drop Dead Diva, a protagonista advogada tenta reverter no tribunal uma critica ruim que estava acabando com a pousada de uma mulher. No final das contas (spoilers, bite me), ela ganha o caso, provando que a mulher que escreveu a critica tinha levado um fora do namorado nessa pousada, logo a experiencia dela seria pessima de qualquer jeito. Foi o basico "o contexto afeta o julgamento".
No fundo, todo mundo tem disso. Todo mundo tem um restaurante ou uma balada ou uma cidade pra onde viajou que nao gosta, pura e simplesmente pq teve algum acontecimento la que estragou a experiencia.
Exemplo: tenho uma amiga brasileira que ta morando aqui faz quase um ano. Nesse verao, to morrendo de inveja das fotos dela em orkut e facebook: so viagem pra nice, biarritz, cannes, italia... Praias lindas BOMBANDO, ela super sorridente em todas. E mesmo aqui em paris, ela tava indo em um concerto atras do outro. Ou seja, APROVEITANDO.
Anyway, eis que recentemente um francês com quem ela tava de caso deu um chega-pra-la na coitada. Desde entao, ela tem achado tudo ruim na vida. No facebook, bota o tempo mensagem de que nao vê a hora de voltar pra cidade dela, no nordeste do brasil, e que paris ta uma merda.
Veja bem, nao to falando que paris é o melhor lugar do mundo pra se viver, e nem que a cidade dela seja ruim, até porque à cada um o seu gosto, e eu nem sequer conheço a cidade dela.
Mas o engraçado foi, e eu até falei isso pra ela, que até ontem tava tudo lindo, e agora ela so ta achando defeito na cidade, nas pessoas, em tudo.
E depois de uma conversa rapida, a conclusao dela foi "é verdade, eu to reclamando à toa".
Nao é bem à toa. O contexto afeta o julgamento.
No fundo, todo mundo tem disso. Todo mundo tem um restaurante ou uma balada ou uma cidade pra onde viajou que nao gosta, pura e simplesmente pq teve algum acontecimento la que estragou a experiencia.
Exemplo: tenho uma amiga brasileira que ta morando aqui faz quase um ano. Nesse verao, to morrendo de inveja das fotos dela em orkut e facebook: so viagem pra nice, biarritz, cannes, italia... Praias lindas BOMBANDO, ela super sorridente em todas. E mesmo aqui em paris, ela tava indo em um concerto atras do outro. Ou seja, APROVEITANDO.
Anyway, eis que recentemente um francês com quem ela tava de caso deu um chega-pra-la na coitada. Desde entao, ela tem achado tudo ruim na vida. No facebook, bota o tempo mensagem de que nao vê a hora de voltar pra cidade dela, no nordeste do brasil, e que paris ta uma merda.
Veja bem, nao to falando que paris é o melhor lugar do mundo pra se viver, e nem que a cidade dela seja ruim, até porque à cada um o seu gosto, e eu nem sequer conheço a cidade dela.
Mas o engraçado foi, e eu até falei isso pra ela, que até ontem tava tudo lindo, e agora ela so ta achando defeito na cidade, nas pessoas, em tudo.
E depois de uma conversa rapida, a conclusao dela foi "é verdade, eu to reclamando à toa".
Nao é bem à toa. O contexto afeta o julgamento.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Desconhecidos conhecidos
Ha um tempo, dona Isabela escreveu no seu blog (http://rascunhosdeguardanapo.wordpress.com) sobre os desconhecidos conhecidos.
Sao pessoas que vc nao conhece, mas tem algum ponto em comum com a sua rotina, fazendo sempre que vcs se encontrem.
Eu moro ha dez minutos a pé do trabalho, mas como boa preguiçosa que sou de manhã, eu vou de onibus, que levam 3 minutos. No ponto ou no onibus, quase todo dia eu encontro varias pessoas em comum. Quando nao encontro, sei que estou atrasada ou adiantada (atrasada em 90% das vezes). Por exemplo:
O casal vientnamita - eles sempre esperam o onibus juntos abraçados, e quando o bus chega, eles dao um beijinho, ela sobe e ele vai embora. "Fofos" define.
A vesguinha da marmita - tem uma vesguinha ruiva que sempre carrega a marmita do seu almoço num saco transparente. Pelas roupas, ela deve trabalhar de recepcionista que nem eu.
A vampira - a mulher é super normal, mas sempre que bate um solzinho no ponto, ela fica atras de uma arvore, na sombra, esperando o bus. E veja bem, nao estamos falando de Salvador com aquele sol de rachar, e sim de Paris onde o sol é mais fraco que sinal de celular da Bouygues dentro do cinema.
A mãe poliglota - ela esta sempre com a sua filha loirinha no carrinho de bebê. E so fala em inglês com a criança. Mas pelo sotaque, ela (a mae) é claramente francesa. Reconheço de longe aquele sotaque onde um "the problem is that..." vira um "ze prrrobleme is zat...". Ou o pai é inglês ou ela quer educar a filha ja em duas linguas (o que eu acho super pratico. Se eu puder educar o filho que eu nao pretendo ter em três linguas logo de uma vez, melhor ainda).
E visto que esse mundo é um imenso Big Brother, onde vc vê e é visto, imagino que eu tbm deva ser um personagem pra eles. Como ja disse, sou bem preguiçosa de manhã, e me recuso a acordar um minuto mais cedo que seja pra tomar café da manha, entao vou comendo na rua. Entao, pra eles, eu deva ser a mocinha de uniforme preto que ta todo dia com um sanduiche de pao integral.
Sao pessoas que vc nao conhece, mas tem algum ponto em comum com a sua rotina, fazendo sempre que vcs se encontrem.
Eu moro ha dez minutos a pé do trabalho, mas como boa preguiçosa que sou de manhã, eu vou de onibus, que levam 3 minutos. No ponto ou no onibus, quase todo dia eu encontro varias pessoas em comum. Quando nao encontro, sei que estou atrasada ou adiantada (atrasada em 90% das vezes). Por exemplo:
O casal vientnamita - eles sempre esperam o onibus juntos abraçados, e quando o bus chega, eles dao um beijinho, ela sobe e ele vai embora. "Fofos" define.
A vesguinha da marmita - tem uma vesguinha ruiva que sempre carrega a marmita do seu almoço num saco transparente. Pelas roupas, ela deve trabalhar de recepcionista que nem eu.
A vampira - a mulher é super normal, mas sempre que bate um solzinho no ponto, ela fica atras de uma arvore, na sombra, esperando o bus. E veja bem, nao estamos falando de Salvador com aquele sol de rachar, e sim de Paris onde o sol é mais fraco que sinal de celular da Bouygues dentro do cinema.
A mãe poliglota - ela esta sempre com a sua filha loirinha no carrinho de bebê. E so fala em inglês com a criança. Mas pelo sotaque, ela (a mae) é claramente francesa. Reconheço de longe aquele sotaque onde um "the problem is that..." vira um "ze prrrobleme is zat...". Ou o pai é inglês ou ela quer educar a filha ja em duas linguas (o que eu acho super pratico. Se eu puder educar o filho que eu nao pretendo ter em três linguas logo de uma vez, melhor ainda).
E visto que esse mundo é um imenso Big Brother, onde vc vê e é visto, imagino que eu tbm deva ser um personagem pra eles. Como ja disse, sou bem preguiçosa de manhã, e me recuso a acordar um minuto mais cedo que seja pra tomar café da manha, entao vou comendo na rua. Entao, pra eles, eu deva ser a mocinha de uniforme preto que ta todo dia com um sanduiche de pao integral.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Si divirto
Honestamente, nem sabia quem era a tal mulher Terremoto, aparentemente uma funkeira. Mas enfim, segundo o retratos da vida, ela ta sendo ameaçada por um jogador de futebol e tal, ou seja, caso Bruno all over again. Disse que ia fazer queixa na delegacia, mas vc vê o qto uma pessoa ta temendo pela propria vida qdo: “Só não vou à delegacia hoje porque não posso chegar lá feia, tenho que fazer uma escova
progressiva antes”
Querendo aparecer?
IMAGINA.
progressiva antes”
Querendo aparecer?
IMAGINA.
Si divirto
Honestamente, nem sabia quem era a tal mulher Terremoto, aparentemente uma funkeira. Mas enfim, segundo o retratos da vida, ela ta sendo ameaçada por um jogador de futebol e tal, ou seja, caso Bruno all over again. Disse que ia fazer queixa na delegacia, mas vc vê o qto uma pessoa ta temendo pela propria vida qdo: “Só não vou à delegacia hoje porque não posso chegar lá feia, tenho que fazer uma escova
progressiva antes”
Querendo aparecer?
IMAGINA.
progressiva antes”
Querendo aparecer?
IMAGINA.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Mais da série "eu, critica de cinema"
Ontem sendo domingo, fui me jogar no cinema caamiga.
Primeiro assistimos L'italien ("o italiano"), filme frances que fala de um algerino (ou algeriano?) que mora em Nicce ha 5 anos e se faz passar por italiano, pra evitar o preconceito que a sociedade aqui tem com os arabes. La pelas tantas, o pai dele é internado e o "italiano" promete fazer o Ramadan em seu lugar. Ai ele tem que se virar pra adaptar os habitos desse mês com a sua rotina de "italiano catolico". Qualquer semelhança com a atualidade aqui é mera coincidencia.
Depois vimos um dos piores filmes ever, "Tamara Drewe". A historia fala da tal Tamara, que volta pra sua cidade natal depois de conseguir sucesso na carreira de jornalista e diminuir o nariz de batata que a fazia levar fora atras de fora durante a adolescencia. Logico que dai ela consegue pegar meia cidade. Tem diversos personagens secundarios, e sinceramente a idéia do filme e os personagens sao super interessantes e bem construidos, como a esposa que é traida até dizer chega mas se recusa a enxergar, ou o seu marido escritor, que adora a fama dos seus livros, mas finge que nao, so pra manter a pose de cult, ou a adolescente tipica que so faz cagada e julga todo mundo pela aparencia. Mas eu nao sei o que nao funcionou ai no meio, que o filme é SUPER SUPER SUPER chato. Foram aquelas tipicas 2 horas que pareceram 2 semanas. Sério, fujam.
Primeiro assistimos L'italien ("o italiano"), filme frances que fala de um algerino (ou algeriano?) que mora em Nicce ha 5 anos e se faz passar por italiano, pra evitar o preconceito que a sociedade aqui tem com os arabes. La pelas tantas, o pai dele é internado e o "italiano" promete fazer o Ramadan em seu lugar. Ai ele tem que se virar pra adaptar os habitos desse mês com a sua rotina de "italiano catolico". Qualquer semelhança com a atualidade aqui é mera coincidencia.
Depois vimos um dos piores filmes ever, "Tamara Drewe". A historia fala da tal Tamara, que volta pra sua cidade natal depois de conseguir sucesso na carreira de jornalista e diminuir o nariz de batata que a fazia levar fora atras de fora durante a adolescencia. Logico que dai ela consegue pegar meia cidade. Tem diversos personagens secundarios, e sinceramente a idéia do filme e os personagens sao super interessantes e bem construidos, como a esposa que é traida até dizer chega mas se recusa a enxergar, ou o seu marido escritor, que adora a fama dos seus livros, mas finge que nao, so pra manter a pose de cult, ou a adolescente tipica que so faz cagada e julga todo mundo pela aparencia. Mas eu nao sei o que nao funcionou ai no meio, que o filme é SUPER SUPER SUPER chato. Foram aquelas tipicas 2 horas que pareceram 2 semanas. Sério, fujam.
Essa angustiaaaaaaaaaaaaaaa...
Desde sabado eu ando meio angustiada.
E o pior é que nao tenho nenhum motivo consciente pra isso.
O mestrado ta engatilhado, o namorado continua fofo, o saldo bancario ta positivo, vou receber visitas queridas essa semana em casa, e minhas roupas 38 estao vestindo como nunca.
Mesmo assim, ando com aquele apertinho no peito, aquela sensaçao de "tem alguma coisa errada".
Detesto isso.
E o pior é que nao tenho nenhum motivo consciente pra isso.
O mestrado ta engatilhado, o namorado continua fofo, o saldo bancario ta positivo, vou receber visitas queridas essa semana em casa, e minhas roupas 38 estao vestindo como nunca.
Mesmo assim, ando com aquele apertinho no peito, aquela sensaçao de "tem alguma coisa errada".
Detesto isso.
Assinar:
Postagens (Atom)