Quando vc lê "Mizael tinha fama de violento, diz irmão de Mércia ao depor" como DESTAQUE na globo.com, e nao sabe de quem raios eles tao falando, vc chega à conclusao que nao sabe mesmo o que ta acontecendo no Brasil atualmente...
Eleiçao ja acabou?
(ironic mode on)
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Onde eu mudei
Setembro nao foi o mês somente onde a linda dona desse blog completou seus vinte e ? aninhos (mto bem comemorados na Grécia), foi tbm o mês onde completei um ano e meio de França.
Parece que foi ontem que cheguei no CDG, duas malas no braço, apontando pro taxista "98, rue pelleport" pq eu ainda nao falava francês direito.
Um ano e meio depois, muita coisa mudou. Nao estou mais na mesma cidade, nesse meio tempo, eu trabalhei, estudei, viajei, baladei, namorei, terminei, e conheci mta gente.
Tanta coisa faz uma pessoa rever seus conceitos. Coisas em que eu mudei:
Virei uma pessoa preconceituosa: nao vou entrar em detalhes aqui, pq né, processo, quem curte? mas depois de observar o mesmo comportamento escroto de determinados grupos, vc acaba pegando preconceito, e quando uma dessas pessoas vem falar com vc na rua, vc nem olha e continua andando. Esperando o metrô, vc nem fica perto. Nunca achei que eu seria preconceituosa, mas agora eu sou, e muito.
Virei uma gorda: nao, nao estou falando de estar com quilos a mais (depois de alguns efeitos sanfonas, eu acaba estabilizando no mesmo peso do Brasil), e sim da magreza ser parte da cultura francesa. Enquanto no Brasil, mulher mto magra nao chama a atençao, e sim as de coxa grossa, bumbum farto, etc.. Aqui o negocio é ter pernas mto finas, e so um pouquinho de bunda (e nao um "gros cul"). E eu com as minhas coxas de alemã e quadrilzao, entro na categoria das gordas, enquanto no Brasil, eu era... normal. Nao que isso me incomode. Ja decidi que nao vou conseguir ser magrela nunca, entao cortei a paranoia. Mas ando tanto nessa percepçao que quando vejo as fotos nos sites de fofoca do brasil (Ego, te adoro!), eu olho Viviane Araujo, Nicole Bahls e companhia, e sinceramente acho todas... gordas.
Desapego com a higiene: nao, nao estou falando do clichê de francês nao tomar banho. Pq vejo mais imigrante fedido por ai (pare com o preconceito, dona juliana!), do que francês.
Mas como todos sabem, aqui neguinho na padaria pega o pao com a mao, na epicerie as frutas com a mao, a mesma mao pega o dinheiro, da o troco... A baguete embaixo do braço, e tal. E olha, nunca ouvi falar de gente que morreu ou ficou doente por causa disso. Por isso, acho isso de pegar pao com pegador a maior coisa de afrescalhado.
Considerando ficar na Europa: desde quando cheguei, até uns meses atras, eu sempre dizia que nao ficaria morando aqui nem a pau depois do mestrado. Ficar nesse lugar que faz frio 9 meses por ano?? Nem morta!... Mas por outro lado, ando tao acostumada com as coisas positivas que a França oferece (maior segurança.. plano de saude barato..), que cada vez mais a idéia de me instalar aqui me apetece. Tudo depende de achar um trabalho legal depois do mestrado. Veremos...
Parece que foi ontem que cheguei no CDG, duas malas no braço, apontando pro taxista "98, rue pelleport" pq eu ainda nao falava francês direito.
Um ano e meio depois, muita coisa mudou. Nao estou mais na mesma cidade, nesse meio tempo, eu trabalhei, estudei, viajei, baladei, namorei, terminei, e conheci mta gente.
Tanta coisa faz uma pessoa rever seus conceitos. Coisas em que eu mudei:
Virei uma pessoa preconceituosa: nao vou entrar em detalhes aqui, pq né, processo, quem curte? mas depois de observar o mesmo comportamento escroto de determinados grupos, vc acaba pegando preconceito, e quando uma dessas pessoas vem falar com vc na rua, vc nem olha e continua andando. Esperando o metrô, vc nem fica perto. Nunca achei que eu seria preconceituosa, mas agora eu sou, e muito.
Virei uma gorda: nao, nao estou falando de estar com quilos a mais (depois de alguns efeitos sanfonas, eu acaba estabilizando no mesmo peso do Brasil), e sim da magreza ser parte da cultura francesa. Enquanto no Brasil, mulher mto magra nao chama a atençao, e sim as de coxa grossa, bumbum farto, etc.. Aqui o negocio é ter pernas mto finas, e so um pouquinho de bunda (e nao um "gros cul"). E eu com as minhas coxas de alemã e quadrilzao, entro na categoria das gordas, enquanto no Brasil, eu era... normal. Nao que isso me incomode. Ja decidi que nao vou conseguir ser magrela nunca, entao cortei a paranoia. Mas ando tanto nessa percepçao que quando vejo as fotos nos sites de fofoca do brasil (Ego, te adoro!), eu olho Viviane Araujo, Nicole Bahls e companhia, e sinceramente acho todas... gordas.
Desapego com a higiene: nao, nao estou falando do clichê de francês nao tomar banho. Pq vejo mais imigrante fedido por ai (pare com o preconceito, dona juliana!), do que francês.
Mas como todos sabem, aqui neguinho na padaria pega o pao com a mao, na epicerie as frutas com a mao, a mesma mao pega o dinheiro, da o troco... A baguete embaixo do braço, e tal. E olha, nunca ouvi falar de gente que morreu ou ficou doente por causa disso. Por isso, acho isso de pegar pao com pegador a maior coisa de afrescalhado.
Considerando ficar na Europa: desde quando cheguei, até uns meses atras, eu sempre dizia que nao ficaria morando aqui nem a pau depois do mestrado. Ficar nesse lugar que faz frio 9 meses por ano?? Nem morta!... Mas por outro lado, ando tao acostumada com as coisas positivas que a França oferece (maior segurança.. plano de saude barato..), que cada vez mais a idéia de me instalar aqui me apetece. Tudo depende de achar um trabalho legal depois do mestrado. Veremos...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Weekend à brest
E dai que esse foi meu primeiro final de semana nesses confins do mundo.
Como eu sou sociavel e ME RECUSO a ficar em casa num final de semana, seja sexta ou sabado, la fui apelar pro site do couchsurfing pra procurar amigos.
Qual nao foi a minha surpresa ao ver que o grupo de Brest no CS é SUPER ATIVO, cheio de programaçao. La, uma meia duzia de pessoas combinava de tomar uma cerveja, e logico que eu tbm fui.
O pessoal foi super gente boa, incluindo uma irlandesa que nao negava as origens e ja tava na terceira cidra, quando eu tava na minha primeira pinte. Orgulho foi um dos franceses comentando que meu sotaque é mto fraco em francês. Me senti a propria brestois. Dai metade ia pra balada, mas oooi, se nem em Paris aguento ficar até 7 da manha na rua, quem dira em Brest, pra pegar o primeiro busao.
Sabado foi um dia morto, graças aquelas tempestades torrenciais que so a Bretagne pode te oferecer. Fiquei linda e loira assistindo varios filmes.
E domingo, no mesmo pub de sexta, ia ter uma sessao de musica bretã (oi?) e logico que eu apareci la com os meus recentes queridos amigos. Varios velhinhos dançando, e pelo ritmo e pelas danças, vc se sente de volta uns dois séculos atras. Achei interessante o pessoal carregar essa cultura até hoje, isso quase nao se ve mais... E na hora que o tiozinho me aparece com uma daquelas gaitas escocesas? Me senti no proprio "Coraçao valente".
Nessa hora que vc se toca... Oi, to num pub, num porto, numa cidade dos confins da Bretagne, tomando uma Foster's com um povo gente boa que eu nem conheço direito, ouvindo gaita de fole. O mundo da voltas.
Dai a irlandesa e a inglesa me arrastaram pro boliche (boliche!) junto com uma francesada pq era noite de promoçao: 6 euros e vc pode jogar até morrer.
Engraçado foi os franceses perguntando porque raios eu tava estudando e morando em Brest, e eu so pensava "pois é...". Mas logico que dizia que era pelo programa da universidade (o que nao deixa de ser verdade), porque né, to de boa de ferir o orgulho dos locais, ainda mais qdo fazer amigos ja ta complicado ha ha
E pra se notar a qualidade dos jogadores, eu, que nao encostava numa bola de boliche faz... sei la... uma década, fiquei em TERCEIRO LUGAR, de 8 pessoas.
Ja marcamos pra daqui dois finais de semana um torneio Wii de boliche, na casa de um dos franceses. Preciso treinar meus arremessos, que nao tolero medalha de bronze ha ha ha.
Como eu sou sociavel e ME RECUSO a ficar em casa num final de semana, seja sexta ou sabado, la fui apelar pro site do couchsurfing pra procurar amigos.
Qual nao foi a minha surpresa ao ver que o grupo de Brest no CS é SUPER ATIVO, cheio de programaçao. La, uma meia duzia de pessoas combinava de tomar uma cerveja, e logico que eu tbm fui.
O pessoal foi super gente boa, incluindo uma irlandesa que nao negava as origens e ja tava na terceira cidra, quando eu tava na minha primeira pinte. Orgulho foi um dos franceses comentando que meu sotaque é mto fraco em francês. Me senti a propria brestois. Dai metade ia pra balada, mas oooi, se nem em Paris aguento ficar até 7 da manha na rua, quem dira em Brest, pra pegar o primeiro busao.
Sabado foi um dia morto, graças aquelas tempestades torrenciais que so a Bretagne pode te oferecer. Fiquei linda e loira assistindo varios filmes.
E domingo, no mesmo pub de sexta, ia ter uma sessao de musica bretã (oi?) e logico que eu apareci la com os meus recentes queridos amigos. Varios velhinhos dançando, e pelo ritmo e pelas danças, vc se sente de volta uns dois séculos atras. Achei interessante o pessoal carregar essa cultura até hoje, isso quase nao se ve mais... E na hora que o tiozinho me aparece com uma daquelas gaitas escocesas? Me senti no proprio "Coraçao valente".
Nessa hora que vc se toca... Oi, to num pub, num porto, numa cidade dos confins da Bretagne, tomando uma Foster's com um povo gente boa que eu nem conheço direito, ouvindo gaita de fole. O mundo da voltas.
Dai a irlandesa e a inglesa me arrastaram pro boliche (boliche!) junto com uma francesada pq era noite de promoçao: 6 euros e vc pode jogar até morrer.
Engraçado foi os franceses perguntando porque raios eu tava estudando e morando em Brest, e eu so pensava "pois é...". Mas logico que dizia que era pelo programa da universidade (o que nao deixa de ser verdade), porque né, to de boa de ferir o orgulho dos locais, ainda mais qdo fazer amigos ja ta complicado ha ha
E pra se notar a qualidade dos jogadores, eu, que nao encostava numa bola de boliche faz... sei la... uma década, fiquei em TERCEIRO LUGAR, de 8 pessoas.
Ja marcamos pra daqui dois finais de semana um torneio Wii de boliche, na casa de um dos franceses. Preciso treinar meus arremessos, que nao tolero medalha de bronze ha ha ha.
domingo, 3 de outubro de 2010
Eleiçoes
Honestamente, nem lembrava das eleiçoes. Nao fosse @crises_greco avisar que tinha ido votar essa manha, eu nem ia me tocar.
Eu perdi o prazo pra mudar meu titulo pra França (e mesmo assim nem to em Paris pra votar) e eu até posso justificar mandando trocentos comprovantes que eu to morando no exterior.
Mas me contaram que a multa se vc nao votar nem justificar é de TRES REAIS por turno.
TRES REAIS.
Até se eu mandar uma carta com as trocentas justificativas pro Brasil, fica mais caro.
Logo, nao vou votar nem me pronunciar tao cedo. Mais pratico pagar a multa né.
Além do mais, seria um tanto cinismo meu ir votar. Desde sempre eu nao sou nada ligada em politica, e ainda mais depois que cheguei na França, leio mais sobre o que o tio Sarkô anda aprontando, do que sobre Lula, Dilma e cia. Nao vou mentir, é algo que nao entra na minha cabeça, fato. Sou aquela pessoa que se vc perguntar "o que um deputado federal faz?", eu nao vou saber.
Eu sei, todo mundo vai dizer "mas politica te afeta diretamente, voce tem que se informar", eu tenho consciencia disso e ja até tentei entender o mundo da politica. Mas sério, nao da.
Por essas e outras, que eu sou a favor do voto nao-obrigatorio. Veja bem, assim como eu, quase todo mundo que ta indo votar hoje nao sabe o papel de um deputado federal, estadual, nem exatamente o que o PRESIDENTE em si decide. Agora como que vc vai saber qual é o candidato ideal pra tal cargo, se vc nao sabe nem o que ele deve fazer?
Como vc vai reclamar depois "que ta tudo errado nesse pais", se vc nao sabe nem o que o governante ta fazendo de errado?
A partir do momento em que eu nao voto por escolha propria, eu perco meu direito de reclamar. Ai, se eu nao tiver contente com a situaçao, quem sabe da proxima vez eu nao me informo melhor e voto com consciencia? Pra se pensar.
Eu perdi o prazo pra mudar meu titulo pra França (e mesmo assim nem to em Paris pra votar) e eu até posso justificar mandando trocentos comprovantes que eu to morando no exterior.
Mas me contaram que a multa se vc nao votar nem justificar é de TRES REAIS por turno.
TRES REAIS.
Até se eu mandar uma carta com as trocentas justificativas pro Brasil, fica mais caro.
Logo, nao vou votar nem me pronunciar tao cedo. Mais pratico pagar a multa né.
Além do mais, seria um tanto cinismo meu ir votar. Desde sempre eu nao sou nada ligada em politica, e ainda mais depois que cheguei na França, leio mais sobre o que o tio Sarkô anda aprontando, do que sobre Lula, Dilma e cia. Nao vou mentir, é algo que nao entra na minha cabeça, fato. Sou aquela pessoa que se vc perguntar "o que um deputado federal faz?", eu nao vou saber.
Eu sei, todo mundo vai dizer "mas politica te afeta diretamente, voce tem que se informar", eu tenho consciencia disso e ja até tentei entender o mundo da politica. Mas sério, nao da.
Por essas e outras, que eu sou a favor do voto nao-obrigatorio. Veja bem, assim como eu, quase todo mundo que ta indo votar hoje nao sabe o papel de um deputado federal, estadual, nem exatamente o que o PRESIDENTE em si decide. Agora como que vc vai saber qual é o candidato ideal pra tal cargo, se vc nao sabe nem o que ele deve fazer?
Como vc vai reclamar depois "que ta tudo errado nesse pais", se vc nao sabe nem o que o governante ta fazendo de errado?
A partir do momento em que eu nao voto por escolha propria, eu perco meu direito de reclamar. Ai, se eu nao tiver contente com a situaçao, quem sabe da proxima vez eu nao me informo melhor e voto com consciencia? Pra se pensar.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
I wish...
Como vcs sabem, eu sou bem da viciada em seriados. Nada melhor pra passar o tempo, e eu tenho fé de que algum esteja me ensinando algo de útil.
Anyway o foco não é esse. Como estamos no mês especial "Nuvem negra", vamos continuar com mais um post de reclamações, porque eu mereço e porque eu quero.
Sim, porque por mais que eu ame as séries e que elas nao tem nenhum comprometimento com a realidade, tem umas coisas QUE EU SIMPLESMENTE NAO GUENTO (tá dando pra ver o especial "Nuvem negra" com o tanto de caps lock que eu to usando nos textos).
Por exemplo, eu queria...
- que meus dias tivessem 40 horas, iguais aos do Dexter:
Sim, porque ele vai trabalhar, faz análises, daí sai perseguir assassinos, preparar o matadouro, mata todo mundo, corta em pedacinhos, se limpa, pega o barco e desova o corpo no meio da corrente do Golfo, e ainda dá tempo de chegar em casa pro jantar, brincar com as crianças e namorar um pouco com a esposa. Ah, e antes ele passou pra tomar um drink com os colegas de trabalho. Em um só dia.
- ter um emprego igual ao do Dexter:
ele sai quando bem entender do trabalho, apenas carregando a maletinha e dizendo "vou fazer uma análise". E o chefe nunca pede satisfação, nem nada... Pra onde eu mando meu currículo?
- ser Serena Van der Woodsen, do Gossip Girl:
a garota é a pessoa mais pentelha e cínica do universo, e ainda sim todo mundo a glorifica e a inveja. É só ela chegar, que todo mundo já se apaixona e se interessa. E não digam que é carisma. Ela tá longe de ser uma Sophia Lauren.
- trabalhar de garçonete no Cheesecake Factory, do Big Bang Theory:
sim, porque a Penny é uma mera garçonete, mas consegue, com folga, pagar o aluguel dum puta apartamento, com uma sala enorme e um quarto, em Los Angeles, que não é lá o metro quadrado mais barato dos EUA.
E eu queria de verdade:
- ser amiga da Elka e da Joy, de Hot in Cleveland: vários comentários ácidos, como eu A-D-O-R-O.
- ouvir um "I'm Chuck Bass" no ouvido.
- ser amiga de todo mundo do Ugly Betty. Marc, Amanda, Christina e familia Suarez estarão sempre no meu coraçãozinho.
Anyway o foco não é esse. Como estamos no mês especial "Nuvem negra", vamos continuar com mais um post de reclamações, porque eu mereço e porque eu quero.
Sim, porque por mais que eu ame as séries e que elas nao tem nenhum comprometimento com a realidade, tem umas coisas QUE EU SIMPLESMENTE NAO GUENTO (tá dando pra ver o especial "Nuvem negra" com o tanto de caps lock que eu to usando nos textos).
Por exemplo, eu queria...
- que meus dias tivessem 40 horas, iguais aos do Dexter:
Sim, porque ele vai trabalhar, faz análises, daí sai perseguir assassinos, preparar o matadouro, mata todo mundo, corta em pedacinhos, se limpa, pega o barco e desova o corpo no meio da corrente do Golfo, e ainda dá tempo de chegar em casa pro jantar, brincar com as crianças e namorar um pouco com a esposa. Ah, e antes ele passou pra tomar um drink com os colegas de trabalho. Em um só dia.
- ter um emprego igual ao do Dexter:
ele sai quando bem entender do trabalho, apenas carregando a maletinha e dizendo "vou fazer uma análise". E o chefe nunca pede satisfação, nem nada... Pra onde eu mando meu currículo?
- ser Serena Van der Woodsen, do Gossip Girl:
a garota é a pessoa mais pentelha e cínica do universo, e ainda sim todo mundo a glorifica e a inveja. É só ela chegar, que todo mundo já se apaixona e se interessa. E não digam que é carisma. Ela tá longe de ser uma Sophia Lauren.
- trabalhar de garçonete no Cheesecake Factory, do Big Bang Theory:
sim, porque a Penny é uma mera garçonete, mas consegue, com folga, pagar o aluguel dum puta apartamento, com uma sala enorme e um quarto, em Los Angeles, que não é lá o metro quadrado mais barato dos EUA.
E eu queria de verdade:
- ser amiga da Elka e da Joy, de Hot in Cleveland: vários comentários ácidos, como eu A-D-O-R-O.
- ouvir um "I'm Chuck Bass" no ouvido.
- ser amiga de todo mundo do Ugly Betty. Marc, Amanda, Christina e familia Suarez estarão sempre no meu coraçãozinho.
REATIVANDO
O blog estava abandonado faz séculos. Pois é, depois que deixei de ser uma hôtesse desocupada, peguei um desapego com a internet, tirando o Facebook amado, os sites de fofoca e da SNCF, que garante meu trem abençoado que me leva pra civilização de tempos em tempos.
Porém, algumas pessoas pediram pra eu voltar a atualizar aqui, SO HERE I AM, DARLINGS!
Como vcs sabem que eu adoro reclamar da vida, e agora não tenho mais (grazadeus) os clientes pentelhos da concessionária pra xingar, o post de hj vai pro novo hit da reclamação na minha vida: Brest.
Como já mencionado, eu mudei pra cá pra fazer o mestrado.
E tirando o curso em si, aquele feliz momento em que estou nas aulas, EU ODEIO TUDO NESSA CIDADE. Uns vao falar "Ah, mas era pq vc amava Paris, nao tem como...", outros vao falar "calma, é só esperar um pouco...". Mas aqui eu cito a musa Amy e digo: NO, NO, NO.
Apesar do amor eterno amor verdadeiro com a capital francesa, eu vim de coraçãozinho aberto pra Brest. Vim mesmo. Pronta pra me apaixonar por mais uma cidade francesa, que apresentava um grande potencial graças à existência de praia e do fato das pessoas sempre pararem quando vc pisa na faixa de pedestre.
Mas não dá. Vai fazer 3 semanas que estou morando aqui, e parece que já faz uma década.
Começa com a badalação na cidade. Ok, nao tava esperando uma super vida noturna como a de Paris, mas numa cidade onde o TRANSPORTE PUBLICO acaba as NOVE DA NOITE, pq nao tem mais ninguém na rua, é motivo pra suicidio.
Depois, vem a galera do mestrado. Todo mundo me falava "quando vc começar a estudar, vai ser fácil fazer amigos". MY ASS. A maioria já se conhecia de outros carnavais, e as pessoas simplesmente me ignoram. Pra arranjar grupo pros trabalhos, to indo na cara de pau me oferecer, e ainda sim, depois de arranjado, preciso correr atrás pq ninguém me avisa das reuniões pra fazer os trabalhos, num tempo onde a coisa mais facil é mandar um sms falando "reuniao, dia X, hora tal".
E ainda falando sobre pessoas, vem uma das minhas reclamações prediletas: a falta de senso fashion desses camponeses.
Veja bem, não é pq morei um ano e meio em Paris, que tô me achando a nova Chanel. Eu nem sequer acho que eu me visto bem. Mas veja bem de novo: eu TENTO.
Aqui o povo só usa calça jeans (maldito Levi), tênis e moleton. TODO DIA. Nada contra o conforto, mas oi, deixa eu apresentar uma coisa que se chama UM POUCO DE VAIDADE.
Esses dias cheguei na aula com salto baixo, meia-calça e vestido, e me senti péssima como o povo me olhava estranho. Me senti a própria Geisy Arruda made in France (ha ha ha).
Aí vc pensa "que se danem todos, vou passear sozinha". Não, vc não tem onde passear. A cidade foi altamente bombardeada durante as guerras, pq grande parte da Marinha se concentra aqui, então nao sobrou lá mta coisa interessante pra ver. E se vc pensou a mma coisa que eu "Oba, marinheiros!", eu repito a Amy e digo: NO, NO, NO. Só homem com cara de louco e tatuagem de ancora no melhor estilo presidiário.
Me falaram na universidade que essa região é a de maior índice de suicídio na França. E OLHA, te dizer que faz sentido. Não que eu esteja cogitando me matar. Gosto muito do meu corpinho renascentista e dessa vida que papai e mamae me deram. Só to dizendo que faz sentido.
Maaaas, como nem tudo na vida é ruim, tô aqui seguindo os conselhos de @marianalcantara e canalizando meu pensamento positivo "O SEGREDO" pra receber uma resposta de Nanterre (perto de Paris), dizendo que eu fui aceita lá. Aí eu mando os camponeses pastarem, ficarem no mundinho minusculo deles, e eu volto pra civilização.
E tenho dito.
Porém, algumas pessoas pediram pra eu voltar a atualizar aqui, SO HERE I AM, DARLINGS!
Como vcs sabem que eu adoro reclamar da vida, e agora não tenho mais (grazadeus) os clientes pentelhos da concessionária pra xingar, o post de hj vai pro novo hit da reclamação na minha vida: Brest.
Como já mencionado, eu mudei pra cá pra fazer o mestrado.
E tirando o curso em si, aquele feliz momento em que estou nas aulas, EU ODEIO TUDO NESSA CIDADE. Uns vao falar "Ah, mas era pq vc amava Paris, nao tem como...", outros vao falar "calma, é só esperar um pouco...". Mas aqui eu cito a musa Amy e digo: NO, NO, NO.
Apesar do amor eterno amor verdadeiro com a capital francesa, eu vim de coraçãozinho aberto pra Brest. Vim mesmo. Pronta pra me apaixonar por mais uma cidade francesa, que apresentava um grande potencial graças à existência de praia e do fato das pessoas sempre pararem quando vc pisa na faixa de pedestre.
Mas não dá. Vai fazer 3 semanas que estou morando aqui, e parece que já faz uma década.
Começa com a badalação na cidade. Ok, nao tava esperando uma super vida noturna como a de Paris, mas numa cidade onde o TRANSPORTE PUBLICO acaba as NOVE DA NOITE, pq nao tem mais ninguém na rua, é motivo pra suicidio.
Depois, vem a galera do mestrado. Todo mundo me falava "quando vc começar a estudar, vai ser fácil fazer amigos". MY ASS. A maioria já se conhecia de outros carnavais, e as pessoas simplesmente me ignoram. Pra arranjar grupo pros trabalhos, to indo na cara de pau me oferecer, e ainda sim, depois de arranjado, preciso correr atrás pq ninguém me avisa das reuniões pra fazer os trabalhos, num tempo onde a coisa mais facil é mandar um sms falando "reuniao, dia X, hora tal".
E ainda falando sobre pessoas, vem uma das minhas reclamações prediletas: a falta de senso fashion desses camponeses.
Veja bem, não é pq morei um ano e meio em Paris, que tô me achando a nova Chanel. Eu nem sequer acho que eu me visto bem. Mas veja bem de novo: eu TENTO.
Aqui o povo só usa calça jeans (maldito Levi), tênis e moleton. TODO DIA. Nada contra o conforto, mas oi, deixa eu apresentar uma coisa que se chama UM POUCO DE VAIDADE.
Esses dias cheguei na aula com salto baixo, meia-calça e vestido, e me senti péssima como o povo me olhava estranho. Me senti a própria Geisy Arruda made in France (ha ha ha).
Aí vc pensa "que se danem todos, vou passear sozinha". Não, vc não tem onde passear. A cidade foi altamente bombardeada durante as guerras, pq grande parte da Marinha se concentra aqui, então nao sobrou lá mta coisa interessante pra ver. E se vc pensou a mma coisa que eu "Oba, marinheiros!", eu repito a Amy e digo: NO, NO, NO. Só homem com cara de louco e tatuagem de ancora no melhor estilo presidiário.
Me falaram na universidade que essa região é a de maior índice de suicídio na França. E OLHA, te dizer que faz sentido. Não que eu esteja cogitando me matar. Gosto muito do meu corpinho renascentista e dessa vida que papai e mamae me deram. Só to dizendo que faz sentido.
Maaaas, como nem tudo na vida é ruim, tô aqui seguindo os conselhos de @marianalcantara e canalizando meu pensamento positivo "O SEGREDO" pra receber uma resposta de Nanterre (perto de Paris), dizendo que eu fui aceita lá. Aí eu mando os camponeses pastarem, ficarem no mundinho minusculo deles, e eu volto pra civilização.
E tenho dito.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A biblioteca de Juliana
Hj resolvi fazer a @marianalcantara e falar sobre os livros que estou lendo/li recentemente.
"Les yeux jaunes des crocodiles" (em traduçao livre e tosca, "os olhos amarelos dos crcocodilos"):
Estou apaixonada por Katherine Pancol, uma escritora francesa. As suas historias nao tem nada especial, contam mais o dia-a-dia de uma série de personagens, que estao interligados, com todos os seus defeitos, conflitos e qualidades, sem grandes reviravoltas. Tipo uma novela. Mas a maneira como ela conta, é daquele jeito que vc nao consegue largar o livro. Nesse, Joséphine é a personagem principal, uma mulher que levava uma vida morna até ser abandonada pelo marido, e durante o processo de "se reerguer", ela acaba descobrindo uma vida mais feliz. Todos os personagens sao ligadas à ela de alguma forma, mas pra mim os destaques sao pra filha mais velha, Hortense, que é super decidida e luta pelo o que quer, mesmo tendo que abusar dos outros, e despreza a mãe por ser tao ingênua; e tbm a irmã de Jo, Iris, que mesmo sendo linda, tendo um marido rico e apaixonado, e um filho exemplar, nao é feliz e quer a atençao do mundo, representando bem aquelas pessoas que nunca estao felizes e satisfeitas com nada.
Ja comecei a ler o segundo livro da série, "La valse lente de tortues".
Le Jeu de l'Ange ("o jogo do anjo"):
Carlos Zafon conquistou meu coraçaozinho com "A sombra do vento", que eu devorei em poucos dias. Por isso nao pensei duas vezes quando vi o novo lançamento dele exposto no meu carrasco FNAC. Apesar de nao ser tao viciante e genial quanto a "A sombra", tbm vale super a pena, e Carlitos ja entrou pro meu hall de escritores prediletos.
Conta a historia de um escritor espanhol que resolve aceitar uma proposta de um empresario pra escrever um livro bem especifico, sendo mto bem pago e se livrando de uma doença fatal. Mas qdo ele começa por acaso a investigar o que aconteceu com o ultimo escritor que tentou escrever um livro pro mesmo projeto, e tudo na sua vida começa a ruir, ele começa a desconfiar: teria ele feito um pacto com o diabo?
Nine dragons, de Michael Connelly:
Esse eu nao comecei ainda. Esse livro eu achei abandonado numa poltrona no trem na Suiça, e como pra mim é PECADO deixar livro assim, resolvi pegar e dar uma chance. Além do mais, vai ser otimo ler algo em inglês, pra tentar salvar o que sobrou do estrago que a lingua francesa fez no meu cérebro.
A historia é essa:
"Harry Bosch is assigned a homicide call in South L.A. that takes him to Fortune Liquors, where the Chinese owner has been shot to death behind the counter in a robbery. Joined by members of the department's Asian Crime Unit, Bosch relentlessly investigates the killing and soon identifies a suspect, a Los Angeles member of a Hong Kong triad.
But before Harry can close in, he gets the word that his young daughter Maddie, who lives in Hong Kong with her mother, is missing.
Bosch drops everything to journey across the Pacific to find his daughter. Could her disappearance and the case be connected? With the stakes of the investigation so high and so personal, Bosch is up against the clock in a new city, where nothing is at it seems."
Tbm finalmente comprei o best-the-best-seller "Mange, prie, aime", que to querendo ler faz um século. Alguém sabe qdo sai o filme com a Julia Roberts? Pretendo ler antes de sair o filme.
"Les yeux jaunes des crocodiles" (em traduçao livre e tosca, "os olhos amarelos dos crcocodilos"):
Estou apaixonada por Katherine Pancol, uma escritora francesa. As suas historias nao tem nada especial, contam mais o dia-a-dia de uma série de personagens, que estao interligados, com todos os seus defeitos, conflitos e qualidades, sem grandes reviravoltas. Tipo uma novela. Mas a maneira como ela conta, é daquele jeito que vc nao consegue largar o livro. Nesse, Joséphine é a personagem principal, uma mulher que levava uma vida morna até ser abandonada pelo marido, e durante o processo de "se reerguer", ela acaba descobrindo uma vida mais feliz. Todos os personagens sao ligadas à ela de alguma forma, mas pra mim os destaques sao pra filha mais velha, Hortense, que é super decidida e luta pelo o que quer, mesmo tendo que abusar dos outros, e despreza a mãe por ser tao ingênua; e tbm a irmã de Jo, Iris, que mesmo sendo linda, tendo um marido rico e apaixonado, e um filho exemplar, nao é feliz e quer a atençao do mundo, representando bem aquelas pessoas que nunca estao felizes e satisfeitas com nada.
Ja comecei a ler o segundo livro da série, "La valse lente de tortues".
Le Jeu de l'Ange ("o jogo do anjo"):
Carlos Zafon conquistou meu coraçaozinho com "A sombra do vento", que eu devorei em poucos dias. Por isso nao pensei duas vezes quando vi o novo lançamento dele exposto no meu carrasco FNAC. Apesar de nao ser tao viciante e genial quanto a "A sombra", tbm vale super a pena, e Carlitos ja entrou pro meu hall de escritores prediletos.
Conta a historia de um escritor espanhol que resolve aceitar uma proposta de um empresario pra escrever um livro bem especifico, sendo mto bem pago e se livrando de uma doença fatal. Mas qdo ele começa por acaso a investigar o que aconteceu com o ultimo escritor que tentou escrever um livro pro mesmo projeto, e tudo na sua vida começa a ruir, ele começa a desconfiar: teria ele feito um pacto com o diabo?
Nine dragons, de Michael Connelly:
Esse eu nao comecei ainda. Esse livro eu achei abandonado numa poltrona no trem na Suiça, e como pra mim é PECADO deixar livro assim, resolvi pegar e dar uma chance. Além do mais, vai ser otimo ler algo em inglês, pra tentar salvar o que sobrou do estrago que a lingua francesa fez no meu cérebro.
A historia é essa:
"Harry Bosch is assigned a homicide call in South L.A. that takes him to Fortune Liquors, where the Chinese owner has been shot to death behind the counter in a robbery. Joined by members of the department's Asian Crime Unit, Bosch relentlessly investigates the killing and soon identifies a suspect, a Los Angeles member of a Hong Kong triad.
But before Harry can close in, he gets the word that his young daughter Maddie, who lives in Hong Kong with her mother, is missing.
Bosch drops everything to journey across the Pacific to find his daughter. Could her disappearance and the case be connected? With the stakes of the investigation so high and so personal, Bosch is up against the clock in a new city, where nothing is at it seems."
Tbm finalmente comprei o best-the-best-seller "Mange, prie, aime", que to querendo ler faz um século. Alguém sabe qdo sai o filme com a Julia Roberts? Pretendo ler antes de sair o filme.
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